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REVISTA VENCER

Sua roupa comunica quem você é

No ano passado, fui convidada pela ABRACOM – Associação Brasileira das Agências de Comunicação – para participar do Encontro sobre Comunicação Política. Um evento da série Diálogos, para debater temas como a comunicação eleitoral, comunicação de governo, a importância da mídia no acompanhamento das atividades dos governos e a ética na comunicação governamental. Participei do Painel “Os 15 minutos de fama”. Fui a única mulher em meio aos 16 homens painelistas do evento, entre eles especialistas em marketing, publicitários, jornalistas, consultores, assessores, advogados. Contra todas as expectativas, ao final do evento, os participantes consideraram o tema apresentado por mim, “A construção da imagem política através das roupas”, como um dos mais interessantes.

Por que isso aconteceu? Por que em um universo ainda tão masculino, tomado por números, disputas, argumentos e estratégias justamente a roupa ganhou destaque?

Porque a roupa é um veículo de comunicação transmitindo informações sobre quem somos para todos ao nosso redor. Ela fala quais são nossas ideologias, nossas crenças, nosso estilo, sexo e opção sexual, segmento socioeconômico, posição ocupada no trabalho e na sociedade. Retrata o tempo e lugar em que vivemos, se somos pessoas de pensamentos e comportamentos tradicionais ou de vanguarda. Se somos precavidos ou ousados, práticos ou criativos. E por mais que algumas pessoas ainda considerem esse assunto supérfluo a princípio, todas se preocupam com o que vão vestir, nem que seja apenas em uma entrevista de emprego ou em um primeiro encontro. Todas percebem as diferenças entre os colegas no ambiente de trabalho pelo modo que se vestem e se comportam. E, com o tempo, notam que lêem e são lidas através de sua imagem, posturas e atos, inevitavelmente. Já dizia Oscar Wilde “Só os tolos não julgam pela aparência”.

O problema é que o domínio dessa linguagem não é ensinado nas escolas ou nas universidades, assim como o português e os termos técnicos de nossas profissões, que também são linguagens do nosso dia-a-dia. Mesmo sem que esse conhecimento seja passado a todos, a sociedade e o mercado de trabalho nos cobram esse domínio. As empresas esperam que seus funcionários conheçam a linguagem das roupas e entendam que nos momentos em que estamos trabalhando nossa imagem reflete a imagem da empresa perante clientes e parceiros, e não apenas nossa imagem como indivíduo. Esperam que consigamos representar através de nossa aparência e atos a missão da empresa. Como a imagem é composta não somente pela roupa, mas por nossos gestos e atitudes, espera-se também que as pessoas conheçam a linguagem do comportamento humano, da boa educação, das boas maneiras e a interpretação de olhares e gestos, pois são elas que nos permitem compreendam exatamente o que as pessoas esperam de nós.  

Assim como aconteceu no Encontro sobre Comunicação Política da ABRACOM, cada vez mais pessoas e empresas percebem a importância de se trabalhar efetivamente com essas informações através de treinamentos especializados. Afinal, roupas e comportamentos inadequados causam desconforto no grupo e, na maioria das vezes, não são percebidos pela pessoa em questão. E esse desconforto pode se tornar ainda maior quando uma pessoa da própria empresa, de um cargo de chefia ou do RH, tenta abordar aquele que é extremamente competente mas não se apresenta adequadamente, se vestindo e se comportando aquém do esperado para a posição que ocupa. Da mesma forma que políticos que não trabalham sua imagem adequadamente não conquistam eleitores, funcionários assim também não conquistam seus pares e chefes, conseqüentemente, não vêem sua carreira deslanchar.


PORTAL EMPREGO E RENDA

Etiqueta, não se prenda às regras, use o bom senso.

Sempre que sou apresentada a alguém como Consultora de Etiqueta, percebo que, a partir daquele instante, passo a exercer um misto de fascínio e insegurança nas pessoas. É como se elas quisessem estar perto de mim e me conhecer mais por acreditarem que consultoras de etiqueta são pessoas polidas, gentis e agradáveis, mas, ao mesmo tempo, sentem-se impelidas a se esconder com receio de alguma gafe que possam vir a cometer. Algo que o olhar clínico de um profissional reprovaria instantaneamente e faria com que elas fossem exiladas para sempre no hall dos mal-educados e anti-sociais.

Isso é uma projeção. As pessoas não têm fascínio ou insegurança em relação a mim ou à minha profissão, mas do que a etiqueta representa para elas: um grande conjunto de regras complicadas que elas têm que decorar e executar a risca para que possam ser aceitas na sociedade. E se eu lhe disser que a etiqueta não é feita de regras arbitrárias, mas de princípios regidos por puro bom senso? E mais ainda: que sendo assim, quando você não souber qual a “regra” que deve ser aplica basta você observar, pensar e agir da forma que lhe parece ser a mais adequada? Consegui diminuir sua insegurança?

Segundo Josh Billings, escritor americano do séc. XIX: “bom senso é a capacidade de ver as coisas como são e fazê-las como devem ser feitas”. Assim é regido o comportamento em sociedade e os princípios da etiqueta social e profissional.

Leonardo da Vinci foi um dos homens que iniciou as regras de etiqueta a mesa, na corte de Ludovico Sforza, em Milão. “Nenhum hóspede deverá colocar sua perna sobre a mesa ou sentar-se sobre ela; não deverá pegar comida do prato de seu vizinho, a menos que ele consinta; não deverá retirar comida da mesa e guardar nos bolsos ou na bota para uso posterior; não deverá limpar sua faca na roupa de quem estiver a seu lado...”1. Alguma dúvida que foi baseado apenas em bom senso?

A ordem dos pratos data da mesma época, fim do séc. XV e início do XVI. A razão de que seja servida primeiro a salada, depois os pratos quentes e por fim os doces também tem um motivo lógico e de bom senso. Alimentos crus, como verduras e legumes, são ricos em fibras que facilitam a digestão, por isso devem ser ingeridos no início da refeição. A importância das proteínas, carboidratos e grãos, do ponto de vista da nutrição, já é conhecida de todos atualmente, compondo, portanto, o prato principal. Assim como é conhecido o fato de que o açúcar é considerado caloria vazia, pouco alimenta e deve ser consumido com moderação, sendo então deixado para o final da refeição em porção menor que os outros alimentos. O fato de trocar pratos e talheres a cada novo prato que é servido permite que os sabores sejam evidenciados evitando a mistura de molhos e temperos. Além disso, o ritual permite que a refeição seja feita com calma enquanto a conversa acontece, tornando o momento da refeição ainda mais prazeroso.

A posição dos utensílios à mesa também é regida pela lógica e bom senso. Facas são armas, por tanto devem ser manuseadas pela mão de maior controle e firmeza, por isso ficam do lado direito do prato – uma vez que a maioria da população é destra. Garfos ficam do lado esquerdo, para que sejam manuseados com a outra mão. Os copos e taças ficam também do lado direito à frente das facas, também pelo motivo de que a maioria da população é destra, facilitando assim o seu manuseio. Da direita para a esquerda seguem copo de água, de vinho branco e de vinho tinto. Assim, eles ficam posicionados por ordem de tamanho, facilitando na hora de servir a bebida. Se a taça maior estivesse para fora ficaria muito difícil servir as taças menores sem que a garrafa esbarrasse na taça maior, experimente e perceberá. Tudo, portanto, dentro do bom senso.

Atualmente, nossa vida atribulada, exige que muitas pessoas façam suas refeições em restaurantes por kilo, colocando todos os alimentos misturados em um mesmo prato, alimentando-se rapidamente, em cerca de quinze a vinte minutos no máximo. Além da correria e do excesso de trabalho, as mudanças na instituição da família também têm feito com que adultos e crianças alimentem-se sozinhos, assistindo televisão, sentados no sofá com o prato no colo. Não estaríamos vivendo um retrocesso? Essa “informalidade” tão disseminada hoje e que tanto foge da etiqueta social não estaria indo contra todo o bom senso e nos devolvendo ao período pré-Leonardiano, o qual nos parece um tanto quanto caótico em função das regras que tiveram que ser criadas por ele? Já é hora de entendermos a etiqueta como princípios de bem-estar, bom convívio e bom senso, mantendo nosso fascínio por ela e afugentando nossos medos e inseguranças, fazendo com que ela retorne às nossas vidas juntamente com seus benefícios. Uma sociedade sem etiqueta é uma sociedade na qual uns não respeitam os outros e a si mesmos, daí para a corrupção e a falta de escrúpulos é passo bem pequeno.

1 Retirado do livro Pequeno Dicionário de Gastronomia de Maria Lucia Coimbra de Gomensoro, Editora Objetiva, 1999.



SITE ADMINISTRADORES

O crescimento profissional exige mais que conhecimentos técnicos e de gestão, pede adequação da imagem e do comportamento.       

É muito comum que as pessoas pensem nas suas vidas profissionais apenas do lado de aprimoramento técnico e de gestão. Que percebam que precisam aprender e conhecer mais para crescer. Mas quando chegam lá, descobrem que outros aspectos não acompanharam esse crescimento, que a imagem não valoriza o conteúdo e que o comportamento ainda é de um universo mais simples, e não de um gestor e ou empreendedor. Passam a ter dificuldades de integração dentro de um universo novo que tanto almejaram e que agora finalmente conquistaram.

Outras pessoas percebem que só seu conhecimento técnico não está funcionando para diferenciá-la dos demais. Percebem então que é preciso trabalhar imagem e seu comportamento como uma maneira de se reposicionar, agregar valor à sua pessoa e, assim, conseguir novas conquistas.

Muitas dessas pessoas têm procurado Consultores de Imagem e Etiqueta para lapidar seus conhecimentos sobre imagem e comportamento. Uns sob sigilo absoluto, para que os outros vejam essa evolução pessoal como algo natural. Outros de maneira aberta, afinal todo tipo de coaching evidencia queo profissional está empenhado em seu crescimento.

Angela Valiera, Consultora de Imagem e Etiqueta, membro da AICI - Association of Image Consultants International, explica que “O importante sempre é pensar se a sua imagem valoriza o seu conteúdo, se ela realmente reflete quem você é ou quem você quer e está trabalhando para ser. Mas avaliar isso não do seu ponto de vista pessoal, mas do ponto de vista das outras pessoas que interagem com você, clientes, fornecedores e parceiros. Faça a você mesmo duas perguntas: Olhando a partir do universo dessas outras pessoas, como elas percebem você? E como você gostaria de ser percebido? Se as duas respostas estiverem diferentes, é hora de repensar sua imagem.” 



REVISTA INCORPORATIVA

Consultores de Imagem Pessoal estão sendo contratados por empresas, executivos e profissionais liberais para ensinar a trabalhar o marketing pessoal através da roupa e do comportamento.

A demanda pelo trabalho de Personal Stylists e Consultores de Imagem Pessoal e Corporativa tem crescido a passos largos no Brasil. Conhecida até pouco tempo como profissão que atendia apenas celebridades e pessoas endinheiradas que procuravam auxílio para planejar e administrar seu guarda-roupa, a área de Personal Stylist ganhou nova dimensão. O aumento da competitividade dentro das empresas e a disseminação da importância do marketing pessoal acarretaram no surgimento da figura do Consultor de Imagem Pessoal e Corporativa. Um profissional que entende não somente de moda e estilo, mas também de comunicação, semiótica (estudo das linguagens não-verbais), psicologia e marketing. Sua função é trabalhar, através de palestras e coaching, a informação sobre a construção da imagem profissional através das roupas.

Mas por que a roupa vem conquistando uma dimensão tão grande no ambiente profissional e se tornando motivo de preocupação em tantas empresas?

A formação em moda no Brasil é recente, as primeiras faculdades surgiram há cerca de 20 anos. Os estudos realizados por elas evidenciaram o fato de que o ser humano “lê” seus pares através da roupa desde o início da história da indumentária, ainda na idade da pedra. Assim, o tema quebrou tabus, deixou de ser visto como frivolidade e ganhou status de ciência através dos estudos de semiótica da moda.  

Hoje, percebe-se com maior clareza que a roupa é um veículo de comunicação transmitindo informações sobre quem somos para todos ao nosso redor. Ela fala quais são nossas ideologias, nossas crenças, nosso estilo, segmento socioeconômico, posição ocupada no trabalho e na sociedade. Retrata o tempo e lugar em que vivemos, explicita nosso universo pessoal. Informa nossas características, se somos tradicionais ou de vanguarda, conservadores ou ousados, práticos ou criativos, etc. Oscar Wilde já disse que “só os tolos não julgam pela aparência”, falando não na valorização da chamada “boa aparência”, mas na possibilidade de leitura do indivíduo que a aparência formada pela roupa e gestos nos dá.

 “Quando o discurso da fala encontra eco no discurso da imagem, conquistamos a credibilidade dos outros. Isso porque as pessoas percebem o que aquilo que o interlocutor fala condiz com sua postura, imagem e ações”, explica Angela Valiera, Consultora de Imagem Pessoal e Profissional.

O problema é que o domínio dessa linguagem não é ensinado nas escolas assim como o português e os termos técnicos de nossas profissões, que também são linguagens do nosso dia-a-dia. Mesmo sem que esse conhecimento seja passado a todos, a sociedade e o mercado de trabalho cobram esse domínio. As empresas esperam que seus funcionários conheçam a linguagem das roupas e entendam que, nos momentos em que estão trabalhando, a sua imagem reflete a imagem da empresa perante clientes e parceiros, e não apenas a imagem do indivíduo. Esperam, portanto, que os funcionários consigam representar o conceito e a missão da empresa através de sua aparência e seus atos. Como a imagem é composta não somente pela roupa, mas por nossos gestos e atitudes, espera-se também que as pessoas conheçam a linguagem do comportamento humano, da boa educação, das boas maneiras e a interpretação de olhares e gestos, pois são elas que nos permitem compreendam exatamente o que as pessoas esperam de nós. 

A imagem dos funcionários é parte integrante da imagem da empresa, tanto externa quanto internamente. Roupas e comportamentos inadequados causam desconforto no grupo e, na maioria das vezes, não são percebidos pela pessoa em questão. E esse desconforto pode se tornar ainda maior quando uma pessoa da própria empresa, de um cargo de chefia ou do RH, tenta abordar aquele que é extremamente competente, mas não se apresenta adequadamente, se vestindo e se comportando aquém do esperado para a posição que ocupa. Pessoas que não trabalham sua imagem adequadamente não conquistam tão facilmente clientes, colegas e chefes, conseqüentemente, não vêem sua carreira deslanchar.


PORTAL RH

Empresas investem em consultoria que orienta os funcionários a se vestirem para o sucesso

Vendedores com boa apresentação, recepcionistas com maquiagem discreta e cabelos bem cuidados, secretárias elegantes, diretores vestidos com classe e personalidade. A imagem dos funcionários é parte integrante da imagem da empresa. Ela pode ser decisiva na hora de transmitir credibilidade e confiança.

A identidade visual corporativa não é criada e fixada apenas através de uma logomarca bem planejada, papelaria de qualidade, ótimo design de interior e fachada marcante. A imagem dos funcionários, a forma como agem e se comportam reflete a identidade viva da empresa para clientes e parceiros.

Percebendo a necessidade de muitas empresas em orientar os funcionários sobre como se vestir e se comportar no ambiente de trabalho, a designer e jornalista de moda Angela Valiera expandiu seu leque de trabalho e começou a prestar consultoria de imagem corporativa. "Muitas vezes as empresas se deparam com funcionários extremamente competentes mas que não se apresentam adequadamente, que se vestem aquém do esperado para a posição que ocupam. Quando alguém de dentro da empresa tenta abordar a pessoa e orientá-la surge o constrangimento. Já o consultor consegue atingir o objetivo, transmitindo informações sobre vestuário e comportamento para toda a equipe ou individualmente - se for o caso - sem causar nenhum constrangimento. O funcionário encara a orientação como um treinamento que vai ajudá-lo a crescer dentro da empresa.", explica Angela.

Além de melhorar a imagem corporativa, o trabalho traz uma importante contribuição para os indivíduos. Pessoas que aprendem a trabalhar sua imagem tornam-se mais cuidadosas, melhoram sua auto-estima e, conseqüentemente, tornam-se mais confiantes. Passam, então, a desempenhar suas funções com mais determinação e vontade de crescer. O ambiente de trabalho torna-se mais agradável, elegante e com menos espaço para problemas de assédio. O conjunto dessas mudanças reflete diretamente na melhoria da qualidade do trabalho realizado pelo funcionário e, portanto, no crescimento da empresa.



Não basta ter milhões para estar no Jet Set, é preciso ter estilo, cultura e comportamento.         

Cada vez mais os novos integrantes da classe A brasileira percebem que não basta apenas ganhar os primeiros milhões para conquistar seu espaço no Jet Set. Essa nova classe A é formada, em sua maioria, por pessoas que focaram sua vida no crescimento profissional e nas grandes conquistas empresariais e financeiras. Mas quando chega o momento de fazer parte do universo de glamour e curtir tudo o que ele pode proporcionar, percebem que apenas roupas de marcas internacionais e carros importados não garantem o passaporte integral.

“Isso acontece porque que outros aspectos da vida como estilo, cultura e comportamento não acompanharam esse crescimento. A imagem não valoriza o conteúdo e o comportamento ainda é de um mundo mais simples. Passam a se sentir deslocados dentro de um universo novo que tanto almejaram e que agora finalmente conquistaram.”, explica Angela Valiera, Consultora de Imagem e Etiqueta, membro da AICI - Association of Image Consultants International.

Muitas dessas pessoas têm procurado a consultoria de imagem e etiqueta para lapidar seus conhecimentos sociais. Uns sob sigilo absoluto, para que os amigos vejam a evolução pessoal como natural. Outros de maneira aberta, afinal todo o trabalho personal traz, além de atendimento exclusivo, muito conforto, segurança e também status.